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Vitiligo: o que é, possíveis causas e tratamento

 

​​O vitiligo é uma doença autoimune conhecida pela forma como se apresenta, com manchas brancas na pele. A causa da patologia ainda não é totalmente conhecida. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o vitiligo afeta 1% da população mundial e, no Brasil, 0,5% das pessoas. 

A seguir, a Dra. Caroline Semerdjian Cividanes, médica dermatologista do Hospital Nove de Julho, fala mais sobre o vitiligo e as formas de tratamento. 

O que é vitiligo?

O vitiligo se caracteriza pela perda de coloração na pele, provocada por lesões cutâneas de hipopigmentação, que significa diminuição da cor, com manchas brancas de vários tamanhos em toda a pele. Essas lesões são formadas pela redução ou ausência de melanócitos, células responsáveis pela formação do pigmento que dá cor à pele, chamado de melanina.

Causas: por que acontece?

Apesar de a doença não ter as suas causas esclarecidas, é possível que fatores emocionais contribuam para que ela seja desencadeada ou agravada. O vitiligo não oferece perigo à saúde e não é contagioso. No entanto, as lesões impactam a qualidade de vida e afetam a autoestima de quem tem a condição. Por isso, é recomendado que a pessoa tenha acompanhamento psicológico.

De acordo com a Dra. Caroline Semerdjian Cividanes, “a doença de pele é caracterizada pela presença de manchas brancas, em geral, bilaterais e simétricas, com causa desconhecida".

Sintomas de vitiligo e primeiros sinais

Grande parte das pessoas com vitiligo não demonstra sintomas além das manchas brancas, e alguns pacientes referem queixas de dor ou sensibilidade na área afetada pelas lesões. Os sintomas emocionais, relacionados com a autoestima, no entanto, são os mais percebidos pelos médicos. Existem duas classificações da doença com relação aos sintomas apresentados:

  • Segmentar ou unilateral – quando as manchas se apresentam em uma parte do corpo, nos pelos e nos cabelos, que também podem perder a coloração; de modo geral, acomete pessoas é jovens;

  • Não segmentar ou bilateral – trata-se do tipo mais comum e se apresenta nos dois lados do corpo, como: nas mãos, nos pés, nos joelhos e também no nariz e na boca. A despigmentação pode ocorrer em diversas fases da vida. Existem ciclos de descoloração e de estagnação.  

Segundo a Dra. Caroline Semerdjian Cividanes, “alguns fatores podem contribuir para que a doença não se desenvolva, o principal é evitar machucados e queimaduras nas manchas, pois eles estimulam o seu aumento. Isso vale também para cirurgias, tatuagens e piercings", explica a médica.

Vitiligo é contagioso?

Não, o vitiligo não é contagioso e também não há perigo para a saúde de quem é acometido por ele. No entanto, existe um impacto na autoestima, o que pode, em certa medida, afetar a qualidade de vida do paciente. Por isso, a informação sempre é uma importante aliada em relação à doença.

Tratamento

Embora não haja cura, o vitiligo pode ser tratado. A melhor terapêutica deve ser avaliada por um médico da área de dermatologia e levar em consideração as particularidades de cada pessoa. As opções apresentadas vão desde o uso de medicamentos que estimulem a repigmentação até cirurgias para transplante de melanócitos.

 “O tratamento adotado depende da extensão das manchas. Ele varia entre corticoides tópicos, imunomoduladores e fototerapia. As crianças respondem melhor à terapia medicamentosa do que os adultos", explica a especialista.

Os resultados do tratamento do vitiligo​ variam de pessoa para pessoa, por isso, deve ser muito bem avaliado. O que se pode dizer é que, hoje, existe grande possibilidade de controle da doença, com objetivo de cessar as lesões e estabilizar o quadro. Consulte seu médico!



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