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Metade da população não usa cinto de segurança no banco de trás

Leia mais e tenha informações seguras sobre saúde.

​​​Somente metade da população adulta brasileira admite usar cinto de segurança no banco de trás do carro. É o que mostra uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e enquanto o cinto na parte da frente reduz o risco de morte em até 45%, no banco de trás a redução chega a 75%.

Quando um veículo sofre uma colisão, o peso de seus ocupantes tende a ser multiplicado e, se apenas um passageiro estiver sem cinto, pode atingir fatalmente mesmo quem estiver com a proteção. 

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu Relatório Mundial de Segurança Rodoviária de 2013 indicam que, ferimentos por acidentes de trânsito são a oitava causa de morte no mundo, a principal entre jovens na faixa dos 15 a 29 anos. No Brasil, a falta de cinto está entre as infrações mais registradas pelos órgãos oficiais de trânsito.

Por que o cinto é importante?
O Dr. Renato Poggetti, cirurgião e coordenador do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, explica o que o uso do cinto pode evitar.

"O cinto de segurança impede traumas graves como, por exemplo, a lesão medular ou traumatismo craniencefálico e pode reduzir consideravelmente o risco de morte", diz o Dr. Poggetti. Mesmo que o motorista esteja com o seu cinto de segurança, se for submetido a este impacto do passageiro no banco traseiro, tem alto risco de morte.

Quando há sobreviventes, é comum que passageiro e motorista desenvolvam um quadro grave, com politraumatismos e lesões em diversos órgãos do corpo. Por isso, o atendimento pré-hospitalar (ambulância) e um Hospital com um Centro de Trauma especializado são fundamentais.

"Em caso de acidente, devemos prestar os primeiros socorros quando possível. Algumas ações podem fazer a diferença até a chegada do serviço de emergência". Para agilizar este atendimento e identificar a gravidade do caso, vale observar as dicas do especialista.

Como agir se você presenciar um acidente de trânsito?
Antes de qualquer procedimento, verifique se o local está seguro e não existe risco de você se tornar outra vítima (segurança da cena). Em seguida, contate o serviço de pré-hospitalar pelos números 193 ou 192;

​Observe bem a víti​ma para reconhecer qual foi o tipo de trauma sofrido; 

Não mude a pessoa de posição e a mantenha aquecida. 

Se possível, verifique os sinais vitais, respiração, pulsação, se o rosto está pálido ou se as extremidades estão arroxeadas;

Quando há hemorragia externa (braços e pernas) faça compressão do local com um pano limpo e plástico. Se o corte for no braço ou coxa utilize torniquetes (próprios ou produzidos com pedaços de pano ou cintos) sobre o músculo para estancar o sangramento. "Isso impede sangramento e reduz o risco de amputação", afirma o médico. 

Em caso de fraturas expostas, não tente colocar o osso aparente no lugar, apenas cubra a área com um pano limpo e plástico para evitar contaminação e aguarde o atendimento especializado;

Procure manter a vítima consciente e tente identificar se ela apresenta algum tipo de confusão ou dificuldade na fala; 

Todos os sinais devem ser relatados para que o serviço de emergência identifique a gravidade da vítima. 


​O Dr. Renato Poggetti lembra ainda que, em caso de dúvidas, é possível pedir orientação para quem fará o atendimento pré-hospitalar. Enquanto o socorro não chega, sempre há o que fazer para proteger a vítima, por isso, os primeiros socorros podem ajudar.
 

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​Para marcar consult​as e exa​mes, ligue para 11 3147-9430.​​​​



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