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Mielodisplasia: o que é síndrome mielodisplásica?

Saiba mais sobre síndrome mielodisplásica

A síndrome mielodisplásica – ou apenas mielodisplasia – é provocada por um problema na produção das células do sangue, localizadas na medula óssea, que compromete seu amadurecimento, o que pode ocasionar anemia​, diminuição da imunidade (leucopenia) e dificuldades de coagulação do sangue (plaquetopenia), por exemplo.

A seguir, saiba mais como a mielodisplasia ocorre, seus sintomas e tratamento.

O que é mielodisplasia?

A mielodisplasia consiste num grupo de enfermidades que ocorrem quando a medula óssea está doente, com as células-tronco displásicas, ou seja, quando não há geração de células funcionais e maduras. Assim, essas células-tronco apresentam um comportamento similar ao de um câncer, pois há multiplicação indefinida que ocupa o espaço de células benéficas dentro da medula óssea.

O nome da doença surgiu da junção do termo “mielo", de origem grega, que significa “medula óssea", e “displasia", utilizado para caracterizar formação anormal das células.

Trata-se de uma doença progressiva que afeta primeiro somente uma parte das células-tronco, que ficam doentes. Depois, com o tempo, as células doentes (ou clonais) começam a se multiplicar e passam a existir mais células doentes do que saudáveis. Por esses motivos, há uma produção insuficiente de hemácias, leucócitos e plaquetas pela medula óssea e, como efeito, a redução delas no sangue, acarretando, por exemplo, anemia.

A mielodisplasia pode ser classificada em dois tipos: mielodisplasia primária, quando não se sabe o motivo para as modificações celulares na medulae a mielodisplasia secundária, quando a pessoa passou por algum fator causal, como quimioterapia ou radiação, e, por essa razão, desenvolve a doença.  

Quais são os sintomas?

A síndrome atinge a medula óssea e danifica o sistema de defesa do organismo, bem como o sistema de coagulação sanguíneo e a produção de glóbulos vermelhos. Os sintomas mais comuns da doença são:

▪ palidez;

▪ falta de ar;

▪ excesso de cansaço e fraqueza;

▪ predisposição a infecções;

▪ febre;

▪ sangramentos anormais;

▪ surgimento de manchas arroxeadas na pele.

Existe algo que aumente o risco de desenvolver mielodisplasia?

Alguns fatores podem aumentar o risco do surgimento da displasia nas células da medula óssea:

  • idade (a maioria dos pacientes possui mais de 60 anos);
  • tratamento prévio com quimioterapia ou radiação (história de câncer anterior);
  • exposição recorrente a produtos químicos, como o benzeno.

Quando suspeitar e o que fazer?

Apesar de a doença exibir sintomas, estes podem ser confundidos com outros problemas de saúde. Por isso, mudanças no organismo devem ser avaliadas sempre por um médico.

Exames como hemograma completo podem apresentar sinais de alterações na função da medula óssea. Nesse caso, um hematologista deve ser procurado para prosseguir com a investigação, principalmente em pacientes idosos, por causa da maior incidência da doença. Anemia persistente sem motivos definidos deve sempre ser avaliada pelo hematologista.

Como é feito o diagnóstico?

Com base na suspeita clínica e em alterações no hemograma, o hematologista deve avaliar as células da medula óssea, por meio de exames específicos, como o mielograma e pesquisa de alterações genéticas e moleculares que justifiquem o quadro.

Síndrome mielodisplásica é câncer?

A síndrome mielodisplásica é uma doença pré-maligna, uma vez que pode evoluir para uma leucemia aguda, que acontece quando a medula óssea não consegue mais produzir células saudáveis.

Expectativa de vida

A expectativa de vida de quem sofre com a síndrome mielodisplásica varia de pessoa para pessoa. Algumas vivem por muitos anos mesmo com pouco ou nenhum tratamento, enquanto outras evoluem para leucemia aguda, que possui menor expectativa de vida.

Diagnóstico precoce e início rápido de tratamento nos casos com indicação modificam a evolução da doença, podendo ter maior controle da progressão.

Como é o tratamento?

O tratamento depende do tipo de mielodisplasia, do risco de progressão para leucemia, da necessidade de transfusão de sangue e de alterações que o paciente possui previamente. Alguns pacientes de baixo risco não têm indicação de tratamento, apenas observação.

Certos medicamentos (como os hipometilantes e imunomoduladores) auxiliam porque reduzem a produção de células doentes, melhoram a qualidade de vida dos pacientes e diminuem a necessidade de transfusões, o número de infecções e a chance de a patologia progredir para leucemia aguda.

O transplante de medula óssea é o único tratamento capaz de curar a doença. No entanto, não são todas as pessoas que podem – ou devem – passar por um transplante, visto que o procedimento necessita de avaliação cuidadosa.

Existem pacientes com mielodisplasia que precisam receber transfusão de sangue (concentrado de hemácias) e plaquetas por causa de suas baixas contagens, o que acaba por reduzir os sintomas de anemia e os riscos de sangramento.

O médico hematologista deverá avaliar caso a caso para definir o melhor tratamento para o paciente.​


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