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Salto Alto: use sapatos sem machucar os pés

 

​​​​​​​​​​​É quase uma unanimidade: para muitas brasileiras, nada como um sapato lindo, com o salto bem alto. Apesar de o conforto não ser a maior prioridade, ele tem que ser levado em consideração, afirma a Dra. Fernanda Catena, ortopedista especialista em pés, do Centro de Ortopedia do Hospital 9 de Julho​.

"A brasileira é muito vaidosa, adora um salto. Mas vale ficar atenta: se aos 30 anos, a mulher que o utiliza com frequência começar a sentir uma dorzinha chata e não der a devida atenção, aos 50 pode acabar com uma lesão permanente", explica e complementa: "não é para deixar de usar salto, mas é importante entender como é o formato do pé e escolher o calçado mais bonito e confortável para o seu biótipo".

​Conheça abaixo os principais tipos de pé e suas lesões mais comuns:

Pés planos: quando pessoas com este tipo de pisada usam salto, a sobrecarga fica na parte de dentro do pé e tornozelo, sobrecarregando a musculatura nestas regiões. Por vezes, o uso de uma palmilha corrige a pisada, mas nem sempre é possível utilizá-la com um salto. O uso de saltos mais largos, com meia pata na frente arredondada, ou seja, que permitam um equilíbrio maior entre a parte frontal e traseira do calçado costumam ser uma boa opção. A estrutura interna do sapato, chamada de "alma", deve ser rígida para neutralizar o perfil mais flexível da pisada e manter uma boa relação biomecânica.

Sinal d​e alerta: a dor mais comum neste tipo de pé é na região interna do tornozelo e pé, devido a uma fraqueza muscular. Pode evoluir com a queda do arco do pé, piorando o aspecto de pés chatos e, em casos mais graves, pode haver o rompimento do tendão.

Pés cavos: são mais arqueados e rígidos do que os planos, sobrecarregando sua parte lateral externa. No salto, ele fica muito mais predisposto a entorses, tanto pela parte mecânica, quanto por causa da ativação muscular e rigidez.

Sinal de alerta: dor na parte da frente do pé, principalmente na parte de fora, ou seja, quarto ou quinto dedo. Este pé fica mais predisposto a fraturas por estresse nesta região. Se o salto for inadequado, como os que deixam o pé inclinado para dentro, pode prejudicar a pisada levando ao desequilíbrio e lesões.

​Deformidades do antepé: Nem todas as mulheres têm predisposição a joanetes ou halux (dedão) rígido, algumas das lesões permanentes mais comuns. Porém anos de falta de cuidado podem desencadear o problema. "Mulheres com predisposição, que já têm casos na família, precisam de atenção redobrada. Hoje as cirurgias evoluíram muito e a recuperação não é mais traumática e demorada, mas, se podemos evitar, por que correr o risco?", finaliza.


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